terça-feira, 2 de abril de 2013

Uma ansiedade engarrafada


- Oi...
- Quem bate?
- Sou eu.
- Eu quem?
- A felicidade. Não reconhece mais a minha voz?
- Sim...
- Posso entrar?
- Não sei... tenho medo...

O que seriam os reencontros? Os desencontros que deram certo, os encontros que se perderam, uma forma de pedir um pouco mais, ou saudades vividas hoje?

Só se reencontra algo já encontrado e perdido. Essa perdição toda pode acontecer por motivos diversos ou adversos à sua vontade. Só a sua história vai saber. Assim como o medo ou a oportunidade que vem nessa segunda chance do encontro.

Um encontro perdido pode ser um desencontro. Assim como um encontro achado pode ser um reencontro. Perder, achar, se perder, encontrar. Um ioiô emocional que pode dar um nó. Sentimentos antigos, passados e congelados reaparecem para serem sentidos e vividos hoje, depois de você ter mudado tanto... simples, ou complicado?

Hoje não somos o que fomos ontem. E um encontro reencontrado hoje pode não ser sentido da mesma forma que poderia ser ontem, mesmo que tenhamos sonhado anos com isso. Pode ser maior, menor, melhor, pior, nada, ou apenas diferente por estarmos somente diferentes.

Um reencontro tem um sabor desconfortável. Pois vem com gosto de fel do medo e muitas vezes acompanhado de uma ansiedade engarrafada. Uma segunda perda ou uma segunda chance sempre terão a mesma probabilidade de acerto e erro da primeira. Talvez um pouco mais tendenciosa para os acertos, dado que alguns erros já deslizaram sobre a certeza de um belo encontro que se perdeu.

Quem vai saber a certeza de um futuro? Se eu soubesse, me chamariam de outra forma, e não teria forma, pois estaria além desse plano real e o real é o que de fato é, o que se pode tocar, viver, construir, o resto é crença de fé – o que se acredita que pode dar certo. E talvez a crença de fé seja o que eu e você estamos precisando para deixar reencontrar o que tanto procuramos...

Um comentário:

Anônimo disse...


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