sexta-feira, 6 de abril de 2018

Você só acha


Você acha que me engana e eu finjo que acredito.
Você acha que te amo e eu finjo que amo.
Você acha que você é o máximo e eu finjo que você é.
Você acha que faço tudo por você e eu finjo que faço.
Você acha que me deu prazer e eu finjo que gozei.
Você acha que estamos felizes e eu finjo que você me faz feliz.

Aí eu paro de fingir e você acha que enlouqueci.

O Menino perguntou para a menina



O menino perguntou para a menina:

- Por que todos querem namorar, mas ninguém namora?
- Porque todos é muita gente, e colocaram muita gente nesse tal de namoro.

Você me ensinou


Você me ensinou que é possível cuidar sem pertencer.
Você me ensinou que é possível gostar sem tomar posse.
Você me ensinou que é possível estar longe mesmo estando perto e estar perto, mesmo parecendo estar longe.
Você me ensinou que é possível ter segurança mesmo estando livre.
Você me ensinou que é possível viver longos momentos intensos, sem precisar de longas histórias.
Você me ensinou que é possível te ter, mesmo sem te ter.
E eu aprendi que na vida o que importa é o que se aprende, e não quem ensina.

domingo, 1 de abril de 2018

O problema está no outro



Quantas vezes achamos que o problema está em nós, quando ele está no outro? 

Temos dificuldade de perceber isso por excesso de cobrança, problemas de autoestima ou por naturalmente achar que o jeito do outro agir é efeito de uma ação nossa. 

Costumamos atribuir culpas que não nos pertencem. E te digo, quando entendemos isso e percebemos que o problema está no outro, é libertador. 

Quando conhecemos alguém e não dá certo, muitas vezes é o outro que tem dificuldade de intimidade ou não está no momento. Você ou qualquer outra pessoa não teria resultado diferente com aquela pessoa. Situações no trabalho e chefes insatisfeitos, muitas vezes não é incompetência sua ou falta de habilidade, mas sim insegurança ou vaidade do outro. 

Não costumamos olhar as inseguranças e incapacidades alheias, mas sim só as nossas e por isso caímos nas armadilhas de atribuir tudo que dá errado a nós.

Nananina não! Chega de se auto culpar. Pare, olhe. Análise a situação e o outro, ou outros. Muitas vezes não somos o louco, ou não estamos errados, tem gente que gosta de conflitos e de brigar só por ter razão e por habilidade faz você acreditar que o problema está com você. 

Já passei muito por isso, e acho que ainda vou passar. Ainda farei alguns testes de sanidade até entender que quem não consegue entregar é o outro, que o inseguro é o outro e que a dificuldade está nele e não em mim. 

Enquanto isso vale sempre a auto crítica, se colocar no lugar na outra posição e não se afetar com a dificuldade alheia, afinal o problema é dele e não seu! 



Toc... Toc...


Ana Jabuticaba


sexta-feira, 23 de março de 2018

A transferência para o amor.



Transferimos muitas vezes para o amor uma responsabilidade que ele não tem. 

Transferimos para uma relação algo que queremos viver e que muitas vezes nada tem a ver com amor. 

Cada vez mais desconstruo e busco me despir de padrões que julgo fazer feliz dentro de uma relação. 

Por hábito, valores, referências, repetimos padrões que julgamos serem certos e bons. 

O que é certo e o que é bom? 

Vejo relações certas, fragmentaras e ruins. Assim como vejo relações erradas, inteiras e boas. 

Quando conhecemos alguém, logo trazemos nossos pré-conceitos, desejos e necessidades que buscamos dentro de uma relação. E com base nisso julgamos se aquela pessoa serve ou não para nós. Isso nada tem a ver com amor, tem a ver com se aquela pessoa se encaixa no que eu quero viver com ela.

Amor é dar espaço para que cada um dilate e transborde o que é e nesse transbordo nasce uma relação, e não o contrário.

Joana conheceu Pedro, e adorou, mas Pedro fumava. Pedro conheceu Joana, e adorou, mas Joana morava em uma cidade à uma hora da dele. Logo, Pedro e Joana nunca se conheceram de verdade e nunca descobriram que ela por enxergar a vida de uma forma mais leve, afastaria os maiores e mais bobos medos de Pedro. É que ele por ser tão seguro em suas convicções, faria Joana descobrir uma segurança interna que ela nunca teve. Sem os medos, Pedro perderia a necessidade de fumar e  Joana se mais segura, teria a coragem que precisava para ir morar na metrópole. Não é o ter ou não ter que transforma, mas o sentir.