sexta-feira, 14 de abril de 2017

Adoro ser mulher!

Adoro ser mulher, sentir como mulher, amar como mulher. Ser feminina, sensual e independente. Não quero ser igual aos homens ou fazer seu papel. Adoro o meu. Amiga, esposa, filha, executiva, escritora, mulher.

 Ainda não casei no papel, mas sim quero casar e ter no mínimo um filho. Construí tanta coisa boa, que vale a pena passar a diante, me perpetuar - me doar. Não quero ser igual aos homens. Muito chato sermos todos iguais.

Deus fez homem e mulher diferentes e acho que entendi o porquê. Nos complementamos. Os homens têm competências e características que as mulheres não têm e nos competências e características que eles não têm. E o que há de errado nisso? Nessa pratica entre homem e mulher, entendi que juntos somos melhores, e por isso não quero ser ou brigar para ter um papel igual ao deles porque adoro o meu.

Eu podia ter feito engenharia mecânica, mas isso nunca me seduziu. E danem-se as estatísticas. Tive a oportunidade de escolher qualquer curso e escolhi humanas, as palavras, os negócios. Se me perguntassem se eu gostaria de ser presidente quando ficasse mais velha, agradeceria o convite, pois certamente preferirei ficar com meus netos, meu marido passeando de navio por aí escrevendo livros, do que brigando por poder, inalando corrupção, colocando bandido na cadeia ou calculando taxa de juros.

Adoro ser mulher e sei que só nós podemos gerar vidas e continuar a espécie. E para que isso aconteça é com muito prazer e amor que permitirei que meu homem gere comigo uma vida dentro de mim, onde descobriremos um amor que nunca sentimos antes, maior que nós - e nisso tenho certeza que seremos e sentiremos igual.

Adoro poder chorar num filme, ser cortejada, chamada de linda e gostosa. Adoro cuidar de mim, do meu cabelo, do meu homem, família e saber que posso gastar e ir para onde quiser porque sou independente e acima de tudo, amo o que faço. E particularmente faço bem. Na verdade decidi que tudo que eu quiser; farei bem, porque a mulher tem uma capacidade maior que a do homem de se apaixonar mais e se dignificar através do amor. Por isso, vou querer acompanhar meu filho crescer, nem que tenha que abrir mão de algumas coisas, porque meu objetivo não é ser igual a ninguém do meu escritório; meu objetivo é ser feliz com tudo que Deus me deu e com que decidi construir. Acho muita perda de tempo ficar brigando por direitos iguais, quando no fundo somos todos diferentes com oportunidades desiguais e assim será sempre. Somos heterogêneos, diferentes - apenas diferentes. 

Não quero ser igual, e muito menos incoerente. Chamar de assédio uma provocação frente a uma roupa provocante de um peão de obras e de elogio de um galã na Mercedes. Eu sei muito bem a coerência de ser mulher, ainda mais porque gosto desse papel e me sinto livre nele. Quem tem problema com isso, o problema não está em ser mulher, mas sim como cada uma se sente sendo mulher, e isso para mim é uma questão particular, mesmo que comum.

Minha relação com os homens é de parceria. E talvez seja por isso também, que escolhi essa área profissional para trabalhar - que com toda certeza ganha um enorme charme justamente porque sou mulher e nunca um homem vai conseguir ser igual a mim nisso. E também, para que ele ou eu queremos isso?


Tristes os que encaram a vida como uma competição. Eu só sei que adoro minha vida, voltar para casa, para os braços do meu homem e ser A sua mulher. 

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Uma carta de amor


Sabemos que não foi por acaso, assim como sabemos que não é, porque falaram que estava escrito- mesmo estando escrito. Quem escreveu essa cafonice, não sabia que é, porque nos escolhemos, quisemos muito que o acaso, ou o para ser, fosse para que o melhor de nós acontecesse. Só quem tem a humildade de mudar e a compaixão de enxergar o outro além de si, pode usufruir desse sentimento chamado amor. Amar requer abrir espaço, deixar o outro entrar e ocupar, mesmo que de forma bagunçada. Afinal, a vida precisa de bagunça. Para amar é preciso se esvaziar antes. O amor não é confortável, ele necessita de espaço para existir. Quem quer amar, ama, mesmo quando não é amor. E quem ama, ama porque se deixou preencher pelo amado. Ninguém ama a um. O amor é fruto de uma ação, de um encantamento vivido, de uma degustação saborosa. Mesmo que platônico, ainda sim é a dois. Afinal ninguém ama o nada. E mesmo que intangível, ele só existe através do tangível. Amar é gostar, é sentir falta até do que não se gosta. É ficar feliz pelo outro e não tão feliz quando é só para si. O amor é multiplicação, porque ele transborda e transborda tanto que mata por sua força um monte de pragas espalhadas mesmo que virtuais, telepáticas ou emocionais.
O amor é romântico porque é um sentimento bobo e justamente por ser bobo não deve ser tratado com tamanha complexidade. Ele é binário. Existe ou não, e mesmo que ainda não exista, ele pode brotar meio que do nada, mesmo sabendo que não é do nada. De repente ele só tá precisando dilatar mais um pouco para ecoar. Cada um tem seu tempo e ritmo para reconhecer esse tal amor. 
Dizem que quem ama é bobo e dizem também que os bobos são mais felizes...

Por isso, preferi ser essa boba feliz que te ama, porque te amar é muito melhor do que amar só a mim mesma. O amor não é egoísta e por não ser egoísta não deve ser guardado só para si. Talvez seja por isso que quem ama, proclama o amor... vai saber... 

Antecipando perdas


A gente passa uma vida toda procurando a tal felicidade e quando ela chega, muitas vezes não percebemos, deixamos ir ou simplesmente a recebemos de portas abertas, mas não sabemos se ela vai ficar ou o que fazer com ela depois que entrou e tudo ocupou. 

Já perder, estamos acostumados, perdemos a cabeça, o juízo as coisas por aí, pessoas, empregos, bens, dinheiro, amores...

Ganhar não é tão simples como parece. Atletas passam anos e anos treinando para as olimpíadas e quando chega próximo ao grande dia, muitos perdem o controle emocional e acabam perdendo - as olimpíadas.  

Nosso emocional antecipa perdas para evitar as perdas. Louco isso, né? 

Sim louco, porém comum. Ganhar não é tão simples quanto parece. Porque depois que ganhamos ou conquistamos, o que faremos depois? Para onde vamos? Como será o novo e qual a próxima etapa? 

Será que sou merecedor de tudo isso? 

Já perder ficamos no mesmo lugar sabido do tentando, buscando, persistindo. Um gerúndio bonito até. 
Perder para muitos é mais comum do que ganhar, conquistar. Mesmo sabendo que nunca estamos preparados para as perdas. A frustração vem, passa, nos vitimizamos ou culpamos, e seguimos no conhecido de sempre. 

Já o receber, ganhar, às vezes nos causa estranheza, desconforto, um não saber lidar com aquele bem, sentimento, ou reconhecimento tão precioso. Afinal, sei lá porque achamos que não merecemos o que merecemos. 


Dar e receber, perder e ganhar são mecânicas naturais da vida. O que não é natural é antecipar, principalmente as perdas. Aqui vai uma dica para não cairmos nesse erro. Só comprima uma história depois que ela dilata, então, deixe a vida dilatar. 

Despi meus olhos

Hoje sai pelas ruas, sem rumo, a descobrir. Fiquei invisível para mim, deixei o umbigo de lado e fui a observar. A tela do celular se apagou e a vida viveu, falou, sorriu e fez até eco. Quando o som, a vida não ecoa eles se calam. Vi personagens coloridos, paisagens, cheiros - o novo. Pude tocar nele, e pulsava. Onde eu estava tão visível sem enxergar? Me calei e o mundo cantou. Às vezes é bom engolir as palavras. Ouvi o som dos pássaros, do rio, da respiração do moço ao lado. Onde eu estava sem estar? Por onde fui sem chegar? Me perdi no caminho sem sair do lugar. Tão bom notar. Não precisamos anotar tudo, mas também não podemos deixar passar. O arredor está passando, tá virando um quarto escuro, ou um escondido invisível. Os olhos não estão mais nus. Temos que despir os olhos. Sair com eles pelados para assim enxergar talvez o detalhe de um unicórnio atravessando a rua... 

terça-feira, 25 de outubro de 2016

O sucesso passa primeiro pela dificuldade



Se relacionar não é fácil, e nunca será, ainda mais nos dias de hoje: instantâneos e ágeis. Além de o nosso tempo emocional ser diferente do tempo cronológico, o excesso de imediatismo potencializa expectativas momentâneas e de longo prazo que no meio do caminho já mudaram. E, assim como nas relações pessoais, as parcerias corporativas também sofrem dessa síndrome de ansiedade e expectativas sobre os resultados da relação.

No início tudo são flores. Porém, muitas parcerias não passam de puro frenesi ou tentativas que acabam em contratos vencidos ou interrompidos com saldos nem sempre positivos – apesar das fortes apostas.

Para uma relação funcionar é preciso reciprocidade e objetivos comuns. Não existem tantas regras assim. O mundo mudou, mas, se nem a Bíblia ficou obsoleta depois de mais de dois mil anos, certos valores e pilares para uma relação de sucesso também continuam os mesmos: confiança, respeito e perseverança. Dinheiro para investir também ajuda, e muito, mas não é o que faz dar certo.

No caso das parcerias comerciais, deixemos o amor e o envolvimento emocional de lado. Doses de paixão são sempre bem-vindas e, por isso, vale mantê-las até para cultivar o famoso sangue nos olhos no dia a dia.

Preservar o não envolvimento emocional e afetivo é importante, pois estamos falando de negócios, geração de receita, crescimento de mercado, resultados medidos e indicadores. Relações emocionais geram apegos que no mundo dos negócios não devem ser “apegáveis”.

Já a empatia nunca vai deixar de ser algo saudável para qualquer relação. Entender o outro e como ele funciona, ajuda você a somar com o melhor dele e diminui possíveis atritos desnecessários.

Porém, toda relação precisa de tempo para amadurecer e construir seu ritmo e a forma de trabalho. A transparência e a comunicação são fundamentais nesse controle da ansiedade e expectativas. Cálculos realistas do mercado, mapeamento de riscos, ameaças e oportunidades ajudam muito no caminhar e nos ajustes necessários.

Se questione: qual a nossa proposta de valor?

Metodologias ágeis que pivotam, testam e logo te trazem respostas do que funciona e do que não funciona são eficazes. Pensar demais te faz "ganhar de menos".  

Se relacionar nunca será fácil. Todo sucesso passa primeiro pela dificuldade. Então, se quiser ir rápido, vá sozinho, se  quiser ir longe, vá acompanhado.




sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Generosidade navalhada


Todos os dias conhecemos pessoas. Todos os dias interagimos, trocamos e julgamos. A cada interação, um julgamento: Fulano? Ihhh não presta, Cicrano péssimo pai. Joana? Tá enorme de gorda. 

Adoramos nos meter na vida dos outros e apontar as falhas. Como somos bons de crítica, não é mesmo? 

Quem tem filho então, sabe muito bem de como se metem na criação de seus pimpolhos. Vai dar um iPad para criança? Essa papinha tem muita fibra, vai dar gases. 

Nossos olhos, se deixarmos, viciam nas falhas, nos erros, no que não foi. 

Interagimos uma vez com alguém e já rotulamos. Nossa fotografia momentânea não leva em consideração tudo o que aquela pessoa viveu e foi muito antes de conhecê-la. 

Nossa generosidade é navalhada por nossas opiniões instantâneas nem sempre fundamentadas. Tipo: Nunca viajou de navio, mas diz que é um horror.

Julgar é fácil, ter conhecimento de causa requer envolvimento e dedicação. 

Julgar é mais fácil do que descobrir o que não se sabe ou vê. 

Cada pessoa tem uma história e de repente esse ruim (dentro de seu conceito) que você interagiu agora pode ser já uma grande evolução do Fulano em questão.

Quando julgamos alguém de cara, perdemos a oportunidade de descobrir o melhor dessa pessoa. Ficamos cegos e ela invisível, quando não um elefante que incomoda muita gente, ou só a você.

Quando mudamos nosso olhar em relação ao outro, nos damos a oportunidade de sermos surpreendidos positivamente. Posso dizer também que o contrário também acontece. Mas nesse texto, nesse contexto, falo do nosso mau hábito de olhar o pior de tudo. Às vezes o outro está dando o melhor que pode oferecer naquele momento, mas para nossos padrões é insuficiente. 

Na verdade não interagimos com o outro, interagimos com a expectativa que criamos sobre o outro. Logo, não interagimos. Enxergar o outro é doar-se e nem sempre estamos dispostos a nos doar, queremos receber, cobrar - mais fácil.

Clichemente falando é a teoria de enxergar o copo meio cheio ou meio vazio.  Se você não sabe a diferença é porque não sabe como está enxergando a vida. Quando não sabemos o que somos ou o que enxergamos, precisamos nos reconhecer através da opinião dos outros e por isso somos tão influenciados pelo julgamento alheio.


Como está seu copo?

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

No caminho do bem.


Um mundo lindo, mas torto, valores sem valor, lógicas ilógicas, bom senso sem senso, amor cheio de dor e sem ninguém dentro, comunicação calada, sentimentos sem sentidos e coerências incoerentes.

Às vezes os pensamentos pessimistas nos fazem buscar o otimismo e nessa busca, entendo que a melhor saída é o caminho do bem. Quando sentimos algo ruim por alguém, este sentimento só e unicamente faz mal a nós mesmos. Cada vez que pensamos nesse alguém, quem revive este sentimento somos nós, não o outro. Aí um sentimento circulante negativo fica dentro de nós circulando. O perdão pode ser difícil, porém é libertador. Ele nos liberta de tudo que nos agride e faz mal.

A vida nos registra um legado positivo e negativo, porém o negativo normalmente se arrasta como uma bola pesada presa a nós de forma até inconsciente. Mesmo que a gente decida chutá-la bem forte, chutar uma bola de ferro com força dói, então talvez essa não seja a melhor alternativa – essas dores não vão assim tão fáceis. Mesmo sabendo que só se cresce através do caminho da dor.

Assim como o nosso mau humor não muda o mundo, criticar e julgar – muito menos. Entramos em um ciclo vicioso de olhar o negativo, as falhas em bold e Capslock; e deixamos passar diversas belezas, pessoas e ações construtivas despercebidas, por desinteresse, indiferença, porque estamos no celular, ou caçando Pokemon.

Sem grandes fórmulas, como já disse, o melhor caminho sempre é o caminho do bem. Cada um de nós pode ser melhor e praticar o bem todos os dias até o final dos dias. E ele não é feito de ação e reação. Você pratica o bem e como via de mão dupla ele volta. O bem você planta, e a vida decide como florescer. Quantas vezes você já praticou o bem e não recebeu nem um misero “valeu aí!”.

O bem é uma escolha não um estado. E essa escolha ela volta muitas vezes, ou na maioria delas, de onde se menos espera. Mas, o problema é que a gente espera, e como espera, espera tanto de volta que no final só recebemos um: “boa volta”.


O nosso mau humor não muda o mundo, mas escolher o bem nos muda e quando mudamos pro bem, mudamos o mundo. Ou no mínimo, sofremos menos, nos estressamos menos, nos irritamos menos, brigamos menos, reclamamos menos, nos desgastamos menos... e como diz o ditado: o menos é mais.