quarta-feira, 23 de abril de 2008

Garçom... traz a conta?

Quem paga a conta em um primeiro encontro? Essa ainda é uma polêmica apresentada nos tempos modernos de hoje “redesestruturado” pelas revoluções: cultural, feminina, sexual e de liberdade de expressão. Tempos modernos e uma cultura antiga? Desde os tempos das cavernas o homem, ou melhor – primata, quase um ser irracional, já saía à caça para trazer comida para sua mulher e racionalmente ou não, essa cultura do homem-provedor, cuidador, zelador se mantém, tenta, ou não tenta se manter até hoje.

O que mudou? Quais os novos conceitos modernos de educação, cavalheirismo e gentileza? O que mudou na cabeça de nossos “novos” homens e na de nossas “independentes” mulheres? Pensando nisso, fui a campo para tentar entender o que não entendo: A razão de hoje muitos homens não pagarem mais a conta em um primeiro encontro. (e olhem, que estou falando apenas em um primeiro encontro e não sempre, até porque já foi a época que dinheiro “dava em árvore”).

Se você faz uma festa de aniversário, você ao final da festa chega para os convidados e fala, ficou tanto para cada um? Se você convida alguém para jantar na sua casa, ao final do jantar você comunica que a salada, mais o prato principal, a colher extra do risoto, a sobremesa com o cafézinho, o vinho.. ah! e mais o amendoim e queijos de aperitivos, ficou em tanto para o seu convidado? Acho que não.... a própria palavra já diz: con.vi.te sm (cat convit) 1 Ato de convidar. 2 Solicitação para comparecer a determinado ato. 3 Cartão ou papel em que se convida. 4 Meio de convidar. 5 Dádiva, presente. (Dicionário Michaelis). Presente.... uhmmm... acho que hoje essa regra hoje está mais para dádiva!

Baseado nisso, não preciso dissertar muito então sobre o tema. Quando o homem convida a mulher para sair, por uma questão de educação, a conta deve ser paga por ele. O primeiro encontro sempre é uma descoberta, uma conquista para ambas as partes, sempre. Já o candidato ou a candidata se tornar interessante aos olhos do outro faz parte do risco, faz parte do processo de conhecer alguém. E, fazer dessa descoberta uma surpresa agradável ou não, não tem nada a ver com a conta. Assim como o homem deve exercer o seu papel de provedor, a mulher deve exercer o seu papel de mulher, feminina, sedutora e bela para “o homem”. Se essa linguagem estivesse entendida e clara, esse texto acabaria por aqui. Porém independentemente da regra, que em meu entendimento não mudou, a postura masculina e também feminina hoje está diferente e o que antes era apenas uma conta, um convite, passa a ser uma troca de papeis, um saber lidar com a “dolorosa”, ou teste de comportamento.

Percebi em minha pesquisa, que os homens entendem e consideram o ato de “pagar a conta” como uma gentileza, como uma questão de educação aprendida com os pais e sua maioria paga no mínimo a primeira conta. Mas, percebi que o que mudou para o homem foi justamente inversão de papeis femininos e masculinos na sociedade como um todo, principalmente quando colocamos uma postura de “mulher independente”, deixando-os até perdidos em como agir.

Baseado nisso, aqui vão umas “dicas” modernas para um primeiro encontro (você concordando ou não, meu objetivo é resgatar a educação, valores e papel do homem e da mulher capaz de transformar desnecessários desencontros em simplesmente grandes encontros):

- Homem, se você convida, você paga, por tanto leve a “gatinha” onde seu bolso possa pagar, se ela não gostar do programa, ela não está interessada em você ou não é para o seu “bico” e parta para outra.

- Mulher, ao chegar a conta, nada de ir ao banheiro, passar mal, ou usar o telefone, isso não é educado. Se você se sentir confortável em não fazer qualquer movimento em sua bolsa, e ficar com cara de paisagem, fique, pois os homens da pesquisa, até acham essa postura normal e pagam a conta sem problemas. Mas, seguindo a política da boa educação, é mais adequado, puxar a bolsa e/ou perguntar: “Como quer fazer?”. Assim, você transfere a decisão para ele, deixando-o a vontade em falar: “Você é minha convidada” ou “Essa eu pago” – e o recado já fica dado. Mas, se ele falar: “Vamos dividir”, divida e mande para ele este texto ao chegar em casa.

- Homem, se a mulher puxar a bolsa e se oferecer para dividir, ela esta fazendo isso por educação e não porque é “moderninha” ou independente, somente educação, por isso seja também educado e pague a conta, não use isso como desculpa moderna para sua “falta de educação” ou por melhor dizer “pâo-durisse”.

- Mulher, se ele falar para você escolher o lugar, seja também educada e apresente algumas opções para tentarem escolher juntos, mas se ele não quiser, escolha um lugar dentro das possibilidades de ambos - agradável e não um lugar super caro e sofisticado para você comer e beber bem - de graça. Em um primeiro encontro o mais importante é a companhia, sair com “um homem” e não com um “vale refeição no glamour”, postura é tudo.

- Homem, se você escolheu o programa, você sabe quanto custa, e não pode impor a mulher que ela arque com os custos de um lugar que você não sabe se ela pode pagar, portanto, mais uma vez pague a conta.

- Homens e Mulheres, se vocês escolheram estar juntos, o que importa é a postura de cada um por isso, homem, exerça seu papel de homem (cavalheiro) e mulher exerça o seu papel de mulher (feminina), e na dúvida usem o bom senso.

Resumindo, educação ainda não saiu de moda, pelo contrário. Expectativa em um primeiro encontro sempre existirá, histórias engraçadas também, e já somos grandinhos o suficiente para agirmos com bom senso e não fazer disso um “big deal” ou obrigação. Mas, se você homem ainda não está convencido que cavalheirismo está na moda sim, faço uma leve analogia: em uma primeira vez com uma mulher não é obrigatório fazer depilação, mas é educado, não é? Pense nisso....

Um comentário:

disse...

Oi!!!
Vc. como sempre,batendo em teclas importantes para o nosso entendimento do mundo moderno.
Adorei vc. dizer(educação é a mesma)concordo plenamente.
Continue BRILHANDO !!!
Bjs,
Eloisa Marzola