quinta-feira, 7 de julho de 2011

Homem de A a Z

Segunda-feira, a bela morena chega em casa com aquela vontade de “caderninho”.

Vontade de “caderninho”?

Isso, de estar com alguém, com algum “homem alguma coisa”. E na viagem junto ao caderninho, ou celular, a bela morena, encontra:

Na letra A, a lista dos “homens Amantes” ou poderíamos dizer “homens Aranha”, aqueles que não vão visitar você, mas sim... eles são sexys, exalam testosterona, transam com você como se fosse a única, mas a única coisa que você terá deles, é uma noite de muito prazer.

Seguindo pela letra B, temos a lista dos “homens Bonzinhos” aqueles que te adoram, fazem tudo por você, mas que a gente não quer, só em caso de carência extrema, quase suicídio.

Na letra C, encontramos o “homem Carretel”, aquele que só te enrola. Liga para dizer nada, te paparica, mas nunca te chama para sair, ou aparece. Mas, uma coisa é certa, ele sempre fica feliz em falar ou saber de você. Por isso, a gente deixa ele lá... “vai que”... Tem também o “homem Custo x Benefício”, aquele que vale o que é.

A letra D, é do “homem Delivery”, aquele que você liga e ele vem. Esses são ótimos ter na agenda para situações de emergência.

Na letra E, temos o “homem Escola”, aquele que quer sempre te dar uma aula, o famoso especialista, sabe tudo, ou chato, que se acha. Mas, que é sempre bom ter por perto, pois ele tem boas respostas, dicas, orientações para nos dar. Tem também aquele “homem Encosto”, que vai se aboletar na sua casa, se abastecer da sua geladeira e se apropriar do seu carro.

Quando chegamos na letra F, encontramos o “homem Foda-se”, aquele que a gente sabe que não quer nada com a gente, mas que ligamos o foda-se, perdemos a cabeça, nos humilhamos, corremos atrás, pelo simples fato, que com esse tipo de homem: foda-se tudo e todos!

Na letra G, encontramos um tipo comum desse balaio masculino, o “homem Gerúndio”, aquele que ainda esta se descobrindo, buscando a independência financeira, ainda esta juntando dinheiro para comprar o seu primeiro carro. Esse tipo tem aos montes, na busca de mulheres catalisadoras para ajudá-lo a chegar a algum lugar que ele ainda não sabe. As mocinhas independentes devem fugir ou pegar para criar, mesmo ele já tendo quase 40 anos. Ainda na letra G, encontramos também o “homem Gás” aquele que some do nada, sem deixar rastro. Quando você vê o cara já desapareceu, e te deixa a ver navios, sem entender nada. Esses têm como lema aquela música: “primeiro a gente foge, depois a gente vê”. Esse tipo a gente nunca vai saber quando vai evaporar.

Na letra H, chegamos no “homem Harém”, aquele que está sempre rodeado de mulheres paparicando, ligando, mas que jura que são só amigas. Esse a gente finge que ele engana e a gente que acredita. Ainda na letra H, temos também o “homem Humorista”, aquele que sempre tem uma piada para tudo e te faz rir. Não tem jeito, nós mulheres adoramos homem com bom humor, não que nos façam de palhaça.

Já na letra I, encontramos um tipo interessante, o “homem Idéias”, aquele eloqüente, criativo, que fala de idéias e não de fatos. Estar perto dele sempre é uma delícia, lúdico e leve. Cada encontro é especial, interessante e passa sem sentir, deixando aquele gostinho de quero mais. Mas, também encontramos o “homem Igloo”, ou “Iceberg”, que por mais que a gente tente, não conseguimos entender, ou quebrar a pedra de gelo que ele é. Esse ai, não adianta insistir, a não ser que queira uma vida sem emoções. Ou também o “homem Impossível”, aquele que nunca, nunca vai ser seu.

Na letra J, encontramos um tipo típico do cotidiano feminino, o “homem Joselito”, aquele completamente sem noção para tudo. Esse aí ta sobrando aos montes, será que ele nunca se toca?

Na Letra K, chegamos no “homem Kamikaze”, esse tipo é bem preocupante, pois é suicídio certo. Tem também o “homem Kinder Ovo”, que tem sempre uma surpresa, nem sempre agradável. Mas, para ambos os casos... quem não sabe brincar não desce para o play, não é mesmo?

Na letra L, temos o “homem Loser” esse aí tem aos montes te querendo, é aquele que não deu certo na vida e se apega ao amor como única possibilidade. É o estagio pós “homem Gerúndio”. Cai fora, pois esses fazem o tipo “ancora” que só te levam para baixo.

Na letra M, temos o tipo “homem Maestro”, que eu particularmente adoro, são aqueles que te dominam, ensinam, cuidam de forma sábia e elegante, como se você fosse uma orquestra. Mas, esses ai, são espécies raras e em extinção e já tem dona. Logo, nem adianta ligar.

Na letra N, temos o “homem Neném” que acha que você é mãe dele e fala com vozinha. Para as que aturam, eles são ótimos filhos, ops! Namorados.

Na letra O, chegamos ao “homem Ovelha”, aquele que é o maior “Maria vai com as outras”, principalmente dos amigos. 

Na letra P, encontramos o tipo ideal, o “homem Para”, para se amar, casar, ter filhos, construir... para você parar a sua vida na dele e ele na sua até que a morte os separem, ou um juiz mesmo. Tem também os “homens Panela Velha”, os coroas, que muitas mocinhas adoram.

Na letra Q, tem o “homem Queda de Braço”, aquele que cisma em duelar com você, competir, e que não consegue entender que se relacionar é jogar frescobol, não tênis. Esses às vezes nem fazem por maldade, mas pela forma que aprenderam a se relacionar, aí só com terapia mesmo.

Já na letra R, nos deparamos com o “homem Rádio” aquele é um informativo ambulante, não para de falar, ou cantar, ou opinar - o próprio DDA.

Agora, na letra S, temos o “homem Sapo”, espécie também quase em extinção, são aqueles que ainda gostam de pererecas. 

Na letra T, temos o “homem Tesão” que só de olhar dá aquele tesão. Esse tipo pode até ser só colírio para olhos, até porque eles são em sua maioria uma variação do “homem Impossível”, e de caráter duvidoso.

Na letra U, temos o “homem Ursinho”, aquele que é fofinho, bonitinho, legalzinho, queridinho, que dá vontade de colocar ele ali em cima da cama, e só.

Na letra X, temos o “homem X-tudo”, a mistura de todos os tipos a cima, e mesmo sem saber o que se tem dentro, não é que fica gostoso?

Finalmente na letra Z temos o “homem Zebra”, que a gente sabe que vai dar Zebra... aquele que só nos mete em furada!

É... são muitos tipos de homens e para todos os gostos, mas depois dessa volta no caderninho, a bela morena, decide ligar mesmo é para o “homem Pretinho Básico”, aquele que não requer muito esforço, sempre cai bem e que você pode circular em qualquer ambiente. Alguém o viu por aí?

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Eu Amo Viajar

Há quanto tempo você não viaja? Que você não tira aquelas férias de “rei” e se presenteia com grandes emoções, momentos inesquecíveis, cenários, relax e muita cultura? Sei que custa caro e que você vai sair do Brasil e vai encontrar um monte de brasileiros de tênis, falando alto e querendo furar fila. Sei também que os japoneses vão atrapalhar 9 das suas 10 fotos e que terás que ter muita, mas muita paciência com as excussões de velhinhos. Mas, mesmo assim, viajar e se emocionar, vale cada centavo, cada stress em aeroporto, cada tombo com mala e todas as 10, 15, 20 horas na classe econômica com crianças chorando e pessoas tossindo.

Apesar do mundo ser enorme, existem alguns roteiros, fora ou dentro do Brasil, que nós seres humanos socialmente comuns, temos que conhecer, até para dizer:  “É isso? Nas revistas parecia ser tão diferente”.

Não tem jeito, viajar é sempre uma grande emoção e falo isso no sentido amplo da coisa. Saímos da nossa bolha, do quentinho da nossa rotina e somos “jogados” num cenário, numa cultura, num dia-a-dia que não é nosso e com pessoas que não fazem parte do nosso habitat e muitas vezes que não falam a nossa língua. E não é que é uma delícia?

Brincadeiras a parte, esse que é o “charme da coisa”, ou de viajar. Em Paris até o mendigo fala francês! Podemos ser tudo, experimentar de tudo, se emocionar com tudo, ou não fazer nada, muito menos dieta, pois os dias são nossos e debitados no nosso Martercard, com o IOF que a gente paga feliz! Por mais que a gente viaje, que a gente conheça o lugar; cada viagem, cada “day off, or out” sempre é diferente, pois os momentos são únicos, vividos em “real time”, e cada detalhe pode mudar tudo.

Para uma boa viagem, existem alguns ingredientes básicos: boa Cia, boas dicas, boa saúde e um bom limite no cartão de crédito. Dinheiro faz toda a diferença, afinal o glamour tem preço e você merece cada dose, cada bom restaurante, cada passeio e cada comprinha.

Agora, não se desespere, meu caro viajante, se você antes da sua super viagem ficar nervoso, impaciente, com medo, irritado, reclamar das mil logísticas de mala, cadeado, roupa, remédios, acessórios, guias e tudo mais que envolve o pré-viajar. Também, não se desespere se durante a sua super viagem você ficar irritado, falar 300 vezes “que saco” para cada fila que se pega, ou atraso de avião, para as 20 mil excursões que você esbarra, ou coisa que perde. Não se culpe também, se por um acaso você no meio da super viagem ficar com vontade de voltar para casa, com desespero em gastar tanto dinheiro, achar que não esta sendo tão legal quanto podia, ou quer zunir todas as malas pela janela do hotel. Tudo isso é muito normal sentir durante uma viagem. Agora, também, não se desespere se no pós-viagem, te bater uma depressão profunda, ou um desespero desesperador de não querer voltar para a sua rotina, vida, trabalho, amigos, marido e papagaio. Isso tudo também é super normal no pós-viagem.

O que não deve acontecer é o arrependimento do devia ter relaxado mais, comprado mais, aproveitado mais, aprendido mais, comido mais, dado mais... ter visto o sol nascer. Isso sim é não aproveitar a oportunidade que lhe foi auto dada. Mas, também se isso acontecer, não se culpe. Também é super normal não conseguirmos administrar e fazer tudo em uma super viagem, e para isso existirá sempre uma nova viagem.

De qualquer forma, viajar nos mobiliza emocionalmente por completo, pois o novo muitas vezes nos paralisa, nos deixa avoados, sem saber o que fazer e sentir. Por isso, voltamos com a sensação de estarmos mais evoluídos – e de fato estamos. Tudo se torna mais forte e especial, justamente por sair do comum e estarmos abertos para isso. O mais fascinante, é que sempre, em alguma hora somos surpreendidamente invadidos por uma emoção inexplicável, sem qualquer planejamento ou previsão.  E são esses os momentos emocionalmente vividos que fazem valer toda uma vida.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Qual o seu perfume?


Que o nosso corpo fala isso esta comprovado. Existem diversos livros que falam sobre o assunto e que tratam da linguagem corporal e da demonstração dos sentimentos através do corpo.
A comunicação corporal é muito interessante. Pois através de gestos acabamos tendo a leitura das pessoas, como por exemplo: braços cruzados representam proteção, estar fechado, resguarda, ou uma pessoa fria. O ato de tocar o nariz em uma conversa, indica um pensamento negativo ou uma mentira. Ambas as mãos atrás da cabeça é típico das pessoas que se sentem confiantes ou superiores. As pessoas que evitam a troca de olhares, geralmente são inseguras de si mesmas e estão com medo. 
Esses e outros muitos gestos representam uma cartilha corporal. Porém, uma coisa que esquecemos muitas vezes, é que a gente exala o que achamos de nós mesmos e o nosso estilo de vida. Não estou falando de moda só, mas sim de atitude e da forma que a gente se comunica e interage com o mundo.
Um solteiro age de forma diferente que um casado, que age diferente de alguém com filhos, que age diferente de um gay enrustido. Se não acreditamos que somos capazes, merecedores, ou que somos bonitos, é assim que a gente se mostra para o mundo por mais que tentemos disfarçar. Inevitavelmente exalamos o que somos, a vida que levamos e o que achamos de nós mesmos.
Com o tempo vamos enraizando alguns hábitos e costumes, querendo ou não. Por exemplo. Um casal se conhece em uma baladinha em plena quarta-feira. Rola uma empatia de cara e o papo flui facilmente. O rapaz segura a bolsa da mocinha como um bom cavalheiro, não fica olhando para o lado, ao invés de falar de festas, baladas, amigos e afins, fala sobre trabalho, livros, família, viagens e o melhor, não pergunta se a mocinha tem facebook, mas pega todos os seus telefones. A mocinha encantada com o diferente mocinho, comenta toda feliz com a amiga, e a amiga um pouco mais esperta que a mocinha diz: “Helllllllllllllloooooooooooo!!! Tá na cara que esse cara tem namorada!”. 
Como ela descobriu isso? Simples. As pessoas vivem um perfil e exalam esse perfil por todos os poros sem sentir. Se formos um pouquinho mais espertos sacamos esses sinais. Ler as pessoas não é uma tarefa tão complicada, mas é preciso atenção. Um solteiro de plantão, não lembra que é educado segurar a bolsa de uma mulher, sai logo falando das melhores noites, como foi sua viagem de carnaval, olha para todos os lados interagindo com o meio e amigos, pega o telefone e já te adiciona no facebook - até para saber como são as suas amigas e você sem maquiagem. Tudo isso por um hábito natural de uma vida de solteiro. A nossa interação com o meio é a forma que vivemos a vida, não tem como.
Se o meio nos absorve, como deixar de exalar uma vida que talvez não queremos mais viver? Como um workaholic que quer começar a ter uma vida mais equilibrada? Ou um casal que deixou os amigos e a vida social de lado? Ou um solteiro que quer viver um relacionamento sério? Como deixar de exalar um perfil que muitas vezes não temos nem a noção que adotamos? E que nos faz ficar sem entender porque temos mais dos mesmos resultados, muitas vezes.
O primeiro passo é ter essa consciência e fazer uma autocrítica. Gosto desse meu perfume? O perfume que estou exalando por aí? Se sim... segue o fluxo. Se não, algo precisa ser feito para quebrar esse ciclo, esse perfil. Mas, o que? Bom... se quiser posso te dar algumas dicas de como fazer isso, mas, cobro cenzinho a sessão – de “aconselhamento”é claro.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vida em “CAPS LOCK”


Outro dia estava pensando o que difere uma vida comum de uma vida maravilhosa? De uma pessoa comum para uma pessoa eloquentemente apaixonada? E cheguei a conclusão que existem vidas comuns e vidas em “CAPS LOCK”. Uns que vivem em caixa baixa e outros que vivem em caixa alta.
Analogias a parte, as pessoas que vivem a vida em “CAPS LOCK”, conseguem ou precisam sair da superficialidade cotidiana comum. Vêem as coisas ou criam cenários além de alguns horizontes básicos. É como se tivessem que estar sempre “fora da caixa”. Não existem regras de como se deve viver. Mas, o sentido de felicidade para alguém que vive em caixa baixa, ou de forma comum é diferente para quem vive em “CAPS LOCK”.
Que a vida pulsa é um fato, mas não é um fato que pulsamos ou precisamos pulsar o tempo todo. A linearidade é cômoda e segura. E acredito que sábios são aqueles, capazes de serem muito felizes com vidinhas simples. Sem necessidade de grandes amores, grandes sentimentos, grandes sonhos, grandes desafios. Dizem que a mediocridade é burra. Não discordo, mas que ela é bem menos cansativa, isso sim é um fato.
Quem vive a vida em “CAPS LOCK”, demanda mais de si, do mundo e dos outros. Assume riscos maiores e por isso esta sujeito a maiores tombos também; devido à intensidade em que vive a vida. É como se tivesse ou atraísse uma enorme quantidade de ar, capaz de tirar o fôlego, só para lembrar que se está vivo. Meio doido isso, mas um “capslockano” precisa de paixão e fogos de artifício para que as coisas se tornem mais interessantes.
Bom viver assim? Poeticamente sim, mas na prática que sofrimento gostoso – ou nem tanto!
O “capslockano” se torna um imã de situações ou administrações que para uns poderiam ser corriqueiras, mas que para eles não são. Como um amor inesperado, uma oportunidade que pode mudar tudo, uma viagem sem volta. Ao viver sem o “mata-burro” para as possibilidades, tudo se torna possibilidade e a partir daí, decisões, sentimentos e situações que poderiam ser evitadas, ou passadas despercebidas, passam a ser grandes questionamentos internos, no estilo: “caso ou compro um velotrol?”.
Mas, nem tato ao mar e nem tanto a terra. Nem o tudo ou o nada, já que o simples não existe sem o complicado, assim como algumas histórias são só nossas e atemporais. Precisamos administrar as nossas ansiedades e necessidades sem culpa e achar o equilíbrio do quão “bold” precisa ser esse “CAPS LOCK” em nossas vidas.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Educação Pós-moderna

Celular toca...
- Paulinho, meu filho, acorda e vai estudar!
- Estou estudando, Mãe...
- Paulinho, estou vendo pela webcam que você está deitado dormindo, levanta!
- Ah... Mãe... já estudei muito hoje, só um cochilo...
- Paulinho, acompanhei seu dia pelo Twitter e a única coisa que você não fez foi estudar. Por falar nisso, o que significa a postagem “com a Carlinha no meu quarto” às 14:15h? 
- Mãe, a Carlinha é da escola e veio aqui tirar umas dúvidas minhas para a prova de amanhã.
- É mesmo Paulinho? Será que essa Carlinha é a mesma das suas novas fotos no Facebook, da noite “frenética” de ontem, que você me disse que ia passar estudando na casa do Jorginho? Até onde sei, sua prova amanhã é de matemática e não anatomia!
- Paulinho, se eu receber mais um scrap de sua professora pelo Orkut, vou ter que enviar um email formal a diretoria de sua escola com as evidências dos “porquês” de suas notas baixas.
- Mas, Mãe..... eu....
- Paulinho, não tem mas, nem mais... Tô vendo aqui pelo GPS do seu pai que ele estará em casa em poucos minutos e vamos ter uma conversinha, viu mocinho? Assim que ele colocar os pés em casa, te mando um torpedo e quero você imediatamente aqui na sala.

A modernidade chegou para trazer, transparência, conectividade, controle e gestão em qualquer aplicação!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Coisas que “Ouvo” por aí


Amigos se encontram e o bate papo rola solto como deveria ser. Papo vai, papo vem as e as histórias bizarras começam a surgir. Quando a gente acha que já escutou de “um tudo”, colocam mais uma ou umas cervejas na mesa e eis que surgem as melhores histórias e situações que ninguém merece passar por aí.
Está estatisticamente comprovado que a maior parte dessas histórias gira em torno dos “Piores bolos” do mundo, “perdidos marotos”, “evaporação precoce”, “abandono de date” ou qualquer outro nome que você queira dar para um deselegante “desencontro”.
Tem uma, que o mocinho leva a mocinha para sair, só que estava chovendo. Elegantemente o mocinho fala para a mocinha ir entrando na fila, para não pegar chuva enquanto vai estacionar. Só que a mocinha esta lá esperando o mocinho há quase 10 anos, pois ele nunca, nunca apareceu.... muito triste tomar bolo no próprio encontro. Algo para poucos, não é mesmo?
Mas, quando a gente acha que essa é pesada. Tem o caso de outro mocinho que leva uma outra mocinha para assistir “Guerras nas Estrelas I”, mas, descobre no meio do filme, que de mocinha a moça não tem nada. Ele levanta dizendo que vai ao banheiro e nunca mais volta. Isso mesmo, a nem tão mocinha ficou abandonada no cinema, e já deve estar assistindo o “Guerra nas Estrelas 25”.
Histórias como o cara ligou, marcou, disse que estava saindo de casa, que manda até você descer, mas que esta procurando seu endereço até hoje, no Google maps inclusive, são triviais. Mas, os homens principalmente, tem a incrível capacidade de desaparecerem, ou fugirem, muitas vezes sem se preocuparem em deixar rastros com uma facilidade absurda. Pena que nós mocinhas temos pouca coragem, ou sei lá, somos mais educadas e dificilmente fazemos isso.
Se bem que, houve o caso da mocinha que entediada com um “malinha” vai ao banheiro na tentativa de se livrar dele. Mas, como todo bom mala, ele ficou a aguardando na porta do banheiro e ainda falou: “Vai rápido para eu não ficar com saudades”. Dando assim, motivos de sobra para que ela descobrisse uma saída alternativa para o lado de fora do banheiro rumo a qualquer lugar longe dali. Mas, como os malas se preocupam, depois de longa espera e 17 ligações, o “malinha” invade o banheiro para resgatar a mocinha que certamente estava lá passando mal, ou morta. Mas, não... a mocinha já estava longe e com um certo peso na consciência manda uma mensagem: “Desculpe, fui embora”, e delicadamente o mocinho responde: “Morraaaaaaaaaaa”.
Gente, para que tanto ódio no coração?
Enquanto alguns tem ódio no coração, outros tem maldade mesmo. E nesse caso, a pior de todas que “ouvei” por aí, foi a do carinha mega bebum que ficou com uma gordinha louca na night. A gordinha estava dançando, quando o carinha bebum olha para ela e percebe que em fim de night “cocô é quibe”, então o melhor é ser feliz. Beijos apaixonados são dados e de lá eles saem para ver o sol nascer na praia, ou melhor, na praia da reserva (logo ali). Pois bem, a gordinha se empolga, fica só de calcinha e entra no mar. Não satisfeita, quer rolar na areia com seu mais novo amor. O pseudo mais novo amor, agora completamente sóbrio, com aquela cena Alá “Shamú” decide ir embora, e deixa a gordinha seminua em plena praia da reserva. E sem qualquer piedade alheia, ele joga pela janela do carro ao longo do caminho seus pertences. Fico me perguntando como será que a gordinha saiu de lá?
Definitivamente o mundo é mau.
São muitas pérolas e muitos temas que a gente ouve por aí: desde o taxista que pergunta para a passageira que esta atrasada para pegar o vôo se ela já fez o “chequinho”, a garota que fica com o seu cocô entupido na privada do banheiro do motel e resolve enrolá-lo na toca de banho e jogar pela janela. Mas, no dia seguinte ela se depara com o seu cocô na toca de banho em cima do capô do carro de seu companheiro. A janela do banheiro dava para a garagem do quarto, sem qualquer acesso e área de circulação. Imaginem a cara da coitada! Fora as inúmeras histórias de caras que te chamam para sair e pedem um frango a passarinho, aos que não pagam a conta, ou os que dividem até um cafezinho. Essas são bem vingadas quando o fulano para te impressionar confunde e pede um vinho de 14 mil reais achando que pediu um de R$140,00 e sai chorando do Fasano com menos 11 mil reais no bolso - o Fasano cobrou o preço de custo da garrafa, mais do que justo!
Enfim, são essas e outras histórias que a gente ouve por aí, que fazem da minha vida e da sua, cada dia mais Cotidi-Ana.



quinta-feira, 5 de maio de 2011

Ressuscitando o Romance

Acabou o romance. Jogaram fora, no ralo, o deixaram de lado, de castigo, ou em baixo do tapete. Assassinaram o romance e deixaram esse tal de “lance” sem muita definição no dicionário tomar conta do pedaço.
Quem acha que o mundo enlouqueceu e não sabe por que, entenda que é, porque acabaram com o romance. Não sei “quem acabaram”, mas que acabaram, Ah! Acabaram. Flores nunca mais, poemas só na época do colégio e o mistério foi desvendado pela internet. 
O romance foi sufocado e suprimido pelo dinamismo, afinal ele precisa de espaço, criatividade e tempo para existir. Nos filmes antigos o mocinho avistava a mocinha e estava lançado o romance. Naquela época um nome, uma informação era custosa, tinha que se descobrir, conquistar. E nesse período de descoberta, a imaginação era ativada. Sonhos eram criados, projeções eram feitas e aquela situação - real ou não, passava a existir.
Quando se “romanceia” as coisas, mais receptivo, aberto, tolerante ficamos. Tudo se torna mais colorido e poeticamente interessante.
Hipoteticamente receba uma barra de chocolate enrolada em um guardanapo; e outra igualzinha em uma caixa dourada, com papel de seda e laço de fita. O chocolate é o mesmo, e o sabor deveria ser também. Mas, será que é? Nossas percepções do mesmo são completamente diferentes, dependendo do contexto. No primeiro caso - o do guardanapo, nosso paladar é um, e ficamos em duvida quanto à qualidade e sabor. Nivelamos por baixo aquele mesmo chocolate. No caso da caixa dourada, papel de seda e fita, toda aquela imagem romântica do chocolate, faz com que nosso paladar fique até belga. Quando somos seduzidos, nivelamos por cima, saboreamos de forma diferente e temos até diferentes sensações.
Hoje não dá mais tempo de se ter romance, até porque o primeiro beijo já virou beijo de despedida, o amor de uma vida inteira, de uma noite apenas, o descobrir aos poucos foi publicado no Facebook e o mocinho fica com a mocinha no início e não mais no final.
A realidade sem romance fica blasé, comum, descartável e substituível – dona de qualquer um. O romance é o que falta para você ficar a fim de mim e eu de você. Assim como no exemplo do chocolate; conheça a mesma mocinha “na noite” e num ambiente familiar. A mocinha é a mesma, mas a sua percepção, será que é?
Pois é, matamos o romance e quem perdeu foi o mundo. Tiramos o 3D da imaginação para viver a realidade estática do cotidiano comum que poderia ser incomum.
Pensei que o difícil era escrever um romance, mas to percebendo que hoje o difícil é viver um romance. Por isso, lancemos a campanha “Ressuscitando o Romance”, nem que seja aquele assim, meio de lado, já saindo... e só com você.