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quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Se eu pudesse


Se eu pudesse te escolheria todos os dias,
Mesmo os dias que vou querer te matar;
Umas vezes de amor, outras de indiferença.
Se eu pudesse adiantaria o tempo na curva do destino só para te encontrar; mas já que não posso, vou aqui passear na estrada da paciência, seguindo até esbarrar em suas curvas.
Meus cabelos quimicamente lisos enrolam só de pensar que ainda não nos conhecemos por pura implicância do tempo, que tem como mãe a maturidade.
Se eu pudesse abraçaria seu sorriso e acalentaria suas dúvidas com beijos, seus sonhos com champanhe e seu desejo com meu corpo.
Se eu pudesse, beberia sua dor, enfrentaria seus medos, respiraria seu brilhantismo e me afogaria nas suas alegrias.
Se eu pudesse viveria você em mim e mataria qualquer passado, emolduraria nossas belezas, gozos e risos.
Se eu pudesse sapatearia na cara da sociedade desfilando pelo seu corpo, me perderia na sua alma e me soltaria das amarras antes amarradas.
Se eu pudesse já seríamos, mas como ainda não somos, desenho você.

domingo, 5 de agosto de 2018

Tudo mudou



Tudo mudou, acordei e não queria acordar, por estar tudo diferente. O que fazer quando os cenários mudam sem a nossa permissão? Parecia estar tudo tão bem, obrigada! Mas, não. Deus estava precisando dar uma agitada na minha vida e resolveu mudar tudo. Ele mandou muitos sinais, mas feito criança mimada, não quis enxergar. Talvez por negação, medo, ou preguiça mesmo. Mudar, aceitar, requer trabalho. Projetei algo e quando atingi, quis manter por pura convicção. Mas Deus esperto que é, entendeu que aquilo não era para mim. Foi lá e bagunçou o que eu achava certo! Minha primeira reação: deixá-lo de castigo. Ousada eu e ele! Porém, percebi que apesar da dor, eu precisava dela e dele. Só a dor cura. Precisei de tempo também para entender. Nosso emocional nunca acompanha na mesma velocidade o impacto das mudança, perdas ou ganhos. Até coisa boa requer um tempo para entender e receber. Tudo mudou e sobrevivi. Foi só um ciclo que se encerrou e um novo ciclo que sem dor, posso colorir com qualquer cor.

terça-feira, 6 de março de 2018

O reparo.



Obrigada por reparar. Nesse seu reparo você vem reparando as necessidades de reparos, e me fez reparar que não estava mais reparando no que de fato é importante reparar. O amor muda e emociona. Estava precisando me emocionar para voltar a reparar. Obrigada por reparar e assim me emocionar. Emocionada volto a amar sem reparos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

A história do sonho


Acordei, abri a gaveta. Tirei aquele sonho deixado de lado por anos. Peguei-o... ainda tinha formato de nuvem. Não tinha cheiro, forma, mas havia um sentido latente, vivo, apesar de quase empoeirado. Falou comigo, afinal, só dependia de mim, fazê-lo existir. Não foi num passe de mágica, aliás, nenhum passe de mágica aconteceu. Nessa receita de realizar sonhos, não teve mágica, mas magia. O que teve, foi muito trabalho... Tanto trabalho, só para parecer que não se trabalhou - a ponto de parecer, que tudo aconteceu como um passe de mágica. Mágica, ou mágico, realizar sonhos tem um sabor que só quem realiza, consegue entender o medo agradável de sentir. A campainha tocou. E o sonho chegou embrulhado. Não era uma cegonha, mas o motoboy, com você tão bem embrulhado, para não se machucar no caminho. Foi um caminho nem rápido, nem demorado; nem fácil, mas também, nem tão difícil. Foi um caminho do tamanho do tempo e esforço que precisava ter - para poder existir. O tempo exato para não se desistir. E assim, você chegou embrulhado com nome gravado. Nervosismo, emoção, medo, sentimentos não mais engasgados, rasgaram aquele pacote para poder sentir você em minhas mãos suadas. Podia tocar, tinha cheiro, forma, 268 páginas, era a minha cara... tinha vida, eco e todo sentido do mundo, descoberto, registrado... Depois de me sentir tão oca, a ponto de me acostumar a me sentir assim... agora era um enorme conjunto completo de mim. Segurei o meu sonho nas mãos. Me emocionei, me orgulhei, aliviei, respirei, respirei esse novo ar. Nunca havia tocado num sonho, foi como ver a neve. A nuvem se materializou, com nome e sobrenome de A bailarina da loja de tapetes, com preço de prateleira, mas de valor de uma vida inteira vivida, acompanhada da certeza de que nunca mais serei a mesma, pois agora eu sou eu - e vou me lançar.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013


Vazia de você, cheia de mim. Sem saber fui me preenchendo, a ponto de ficar em excesso de mim mesma só para tampar o espaço, vácuo, rombo que você deixou, ou simplesmente abriu por não caber mais. O vazio dói. O eco também. O não pulsar, o não morrer de amor é de matar. Queria te ter aqui, aqui dentro de mim, para quem sabe ser a dois o que já sou só. Ainda não te vejo, ainda não te sinto e as vezes acho que não mais sei ser o que você quer para você e o que eu quero para mim. As crenças se perdem, a esperança estranha também, mas não deixo de regar meu coração que ainda será seu. 

sábado, 25 de agosto de 2012

Hoje faz 11 anos....

Hoje faz 11 anos.... 

Há 11 anos você se foi.
Há 11 anos sinto saudades.
Há 11 anos me transformei.
Há 11 anos aprendi que podemos viver sem quem amamos, mas amando.
Há 11 anos te admiro ainda mais.
Há 11 anos sinto que sou seu legado.
Há 11 anos pesco sozinha.
Há 11 anos entendo melhor minha missão na terra e na vida.
Há 11 anos e por todos que virão te direi obrigada e poetizarei ao mundo o meu infinito e eterno amor por você, Pai.

Continue olhando por nós e em paz.....
Beijos com incondicional amor de sua filha e aluna.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

A Remadora


Sou uma grande remadora.
Remo dentro de mim.
Remo entre as dúvidas. Remo pelas respostas.
Remo sem medo pelos caminhos, pelas plantações, pelas flores.
Remo atrás do sol e através da lua. 
Colho as sementes e as planto.
Comemoro os frutos e continuo remando.
Colho seu sorriso. Colho seu adeus com dor.
Mas, continuo remando.
Remo pelos sonhos, pela esperança. Por dias maiores, por dias mais simples.
Remo até o fim da estrada e quando chego, vejo outro caminho.
Continuo remando.
O medo passa, o medo vem, o medo vai e com ele remo também.
Remo com a vida, pela vida, atrás da vida.
Remo com ou sem você, porque aprendi que no bote da felicidade só tem espaço para quem rema junto.


segunda-feira, 9 de julho de 2012

´´´´


Pitágoras orientou: “Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo”.  Foi assim que me senti depois de entender que nossas semelhanças nos aproximaram e que nossas diferenças fizeram você se afastar de mim, ou melhor, pedir que eu me afastasse de ti.

Uma pena, uma enorme pena! Pois, tem sentimentos que formulas matemáticas não explicam, mas a química sim. Pensei em contestar e lutar por algo tão simples que me invadiu, tocou, mas desisti. Depois de uma certa idade ficamos covardes. A rejeição deixa de ser um problema e passa a ser a aceitação do “não era para ser”.

Mas, como eu queria que fosse, como queria poder viver, essa brisa que entrou em meu coração purificado, limpo, oco, que fazia até eco – e que já havia seguido as orientações de Pitágoras antes de você chegar. Pena que você faltou a essa aula de matemática e eu coloquei ingredientes demais na de química e acabei reprovada.

Mas, deixei você entrar, é você, o politicamente correto e intelectualmente perfeito. Me tratou como rainha. Mas, apesar da biologia perfeita, como fui reprovada em química, nossas composições não foram exatas, e sem muitos resultados positivos.

Assim, terminamos todos juntos e sós na aula de literatura lendo “João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém”... e como, na poesia de Drummont, o amor se perdeu e nós perdemos o melhor de nós. 

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Tem gente que fala sobre fatos, outras sobre idéias, você me ensinou isso. Você me ensinou também que os horários devem ser reservados para mim e pra você, dedicados a aqueles que não tempo a perder. Passaram-se anos e estar ao seu lado continua sendo enaltecer o que há melhor de mim, de você, do mundo, da vida. Brindamos sempre o que muitos não têm a capacidade de sentir ou perceber. A sintonia da intelectualidade dessas idéias não é comum, ou para qualquer um. E é por isso, que nos tornamos algo binário, ou bilateral, apenas de nós dois. Somos um comum meio incomum, ou até ocasional, capaz de transformar qualquer ocasionalidade em algo poeticamente inspirador. Sem preconceitos ao seu lado a vida é intelectualmente lúdica. Obrigada!

terça-feira, 1 de março de 2011

Meet you again, was like taste a memory. Timeless, unique, without guilt’s, or sins. The right dose seasoned with the taste that I want more, much more. In your body I rediscovered myself, good way to be found. In your flavor I was myself, good way to lose yourself. The perfect combination can exist anywhere in the world and can un-exist by the distance. I could freeze our moments and spend a lifetime discovering and watching you. Sculptured by hand with a crystalline and pure beauty – Just like that. A little boy in a man’s body. You recognize me only with a simple look. I don’t need to say anything, much less do something to know that is true and simple. I had almost forgotten how to live simple things are simply uncomplicated. Some stories are only our, and we will keep forever with  love inside of the “perfect moments box”.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Oca

Sinto-me completa e oca ao mesmo tempo. Posso ouvir o eco do meu coração. Tá vazio. Fecho os olhos e faço força para senti-lo pulsar e estranhamente fica tudo vazio, oco, com eco. Nenhum sentimento quente. Nada. Lembranças? Muitas. Antigas. Longes. Apenas lembranças. Oca e completamente viva. Oca e preenchida. Tão preenchida ao ponto de pensar que se tem alguém. Cheia e oca. Oca e cheia desse vazio emocional estranho. Tudo em mim pulsa, mas nada em você me faz pulsar. Nada em você, você, e você, me faz sentir menos oca. Cheia e oca. Queria me preencher em você, mas continuo oca. No seu gosto eu fui eco, no seu corpo eu fui eco, jeito vazio de se perder. Te chamo dentro de mim, e escuto só a mim. Fecho os olhos e completa de mim penso: antes oca do que louca!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Antes que digas que me antecipei, digo que aprendi a fazer do branco o colorido, da indiferença poesia, e da ausência a felicidade. Humanamente olhei para mim e dancei ao som de todas as suas músicas nos lugares mais fantásticos que vingadamente você não irá conhecer. Ao desperdiçar o melhor de mim, me dera à oportunidade de me experimentar, descobrir e aproveitar desse melhor, sem que outros errados o fizessem. Cada vinda sem volta de palavras, me fez preencher de mim as linhas em branco da minha melhor e feliz fase. Ao encontrar o tudo, percebi que não sou eu quem fica com nada. E ao invés de te dizer coisas ruins, te digo OBRIGADA!

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Se eu pudesse tiraria você de meus pensamentos, do meu corpo, da melodia da minha vida. Apagaria nossas lembranças para não querê-las nunca mais. Queimaria essa identidade comum que me fazem lembrar você nos novos sabores. Exorcizaria seu fantasma que me assombra e seduz; e deletaria cada aparição sua. Destatuaria suas marcas do meu corpo e reconstruiria meu coração, pedaço a pedaço. Me odeio por ainda querer você, mesmo sabendo que se ainda o tivesse, não mais saberia querê-lo. Me odeio por ainda querer estar em seus braços, mesmo não querendo mais que eles me abracem. Me odeio por ainda querer as indiferentes respostas, mesmo sabendo que nunca vou tê-las. Me odeio por ainda querer o que mais odeio – você, mesmo não sabendo mais o porquê. Mas, percebi que só perdendo o ar poderei respirar, e só vivendo você novamente poderei matá-lo sem rancor.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A porta

Sinto-me que nem um cachorrinho que vê a porta aberta no fim do corredor e sai correndo para descobrir o que existe do outro lado. Ao se aproximar, você fecha a porta. E o cachorrinho bate com a cara nela... uma, duas, três vezes, até entender que daquela porta, ele não pode passar. Naturalmente o cachorrinho perde o interesse em atravessar e descobrir o que há atrás daquela porta, e vai chegar uma hora que por mais que a porta esteja aberta, o cachorrinho não mais vai ter vontade em entrar, mesmo que você o chame.

sábado, 17 de abril de 2010

Procuro um Maestro


Procuro um maestro.
Em que concerto ele está?
Para que me toque como se fosse uma sinfonia.
E me guie como sua orquestra.
Posso ser sua espala, ou posso apenas seguir suas notas.

Procuro um maestro.
Em que concerto ele está?
Quero ser sua música e melhor interpretação de linhas e cifras.
Para poder me perder na sua linguagem harmônica e movimentos.
Posso ser sua obra e mais belo espetáculo, ou apenas sua aluna.

Procuro um maestro.
Em que concerto ele está?
E na simplicidade da voz e violão canto para você vir me buscar.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

De repente 30....

A noite começou com surpresas. Ainda faltavam algumas horas. Sensível como louça foram vocês presenteando o início de uma década, história, casa e vida. Brilhantes foram os brincos e colar para o fruto da concepção de um amor eterno que transcende o céu e a terra. As rosas vermelhas de amor e paz abençoaram essa repaixão e o papo entre amigas selou serenamente a casa dos 20. Dormi tranqüila e confortável nos braços que sempre busquei. O sol abençoou o dia e o glamour começou cedo. Cinco estrelas eram os aposentos, Champagne a bebida, mas simples era a alma. Vi uma menina de quinze anos num corpo de mulher, uma praia maravilhosa e uma cobertura que a noite viraria palco de festa - com o Cristo de braços abertos e tochas a iluminar. Artistas circulavam, mas nesse dia a personagem principal era eu. Relaxei o corpo com massagem e amor. Enfeitei a alma com muita maquiagem e decoração. Fotografei tudo como uma grande estréia de uma vida que já passou, mas que continua a todo o vapor. O avião uniu estados em um único estado de espírito. O cenário era preto e branco, mas o clima totalmente cor de rosa. Os detalhes foram dedicadamente pensados, mas a emoção foi surpreendentemente única. Cada um que chegava vinha com a sua história e com ela trazia também a nossa história. O disco voador passou apenas como figuração sobrevoando a nuvem e atmosfera da mais pura e verdadeira energia de alegria e comemoração. Juntos, formamos o quebra-cabeça de uma super história a base de muita trilha sonora. Abraços, sorrisos, beijos, declarações e lágrimas de alegria borbulhavam como Champagne noite a dentro. Como num passe de mágicas as luzes iluminaram o cenário colorido em preto e branco, informando que não é nem um pouco sem sentir.... que de repente 30.

Fazer 30 anos é....


BalzaquiANA Fazer 30 anos é...
É ter feito tudo igual ou diferente do planejado aos 20.
É ter a maturidade juvenil e ainda poder ser responsavelmente irresponsável.
É ter desbravado meio mundo e já ter acertado metade do caminho.
É ter perdido o medo de arriscar, mas ter ainda o medo de se comprometer eternamente.
É já ter as marcas do tempo em um corpo ainda jovem de mente madura.
É ter um longa metragem de várias curtas histórias.
É ter deixado de ser “au de toilet” e ter virado “au de parfum” da mesma essência.
É perceber que amanhã é o hoje mais o ontem, e que todos os dias são diferentemente iguais em qualquer idade.
By Ana Flávia Corujo 23 de maio 2009.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Você é um diamante


Você é um diamante,
Que me deu o maior amor do mundo,
Os sentimentos mais nobres,
As declarações mais surpreendentes,
Os sentimentos mais intensos,
Um amor que nem eu mesma sabia que existia e que podiam sentir.

Você é um diamante,
Ainda precisando lapidar,
Mas, com o brilho mais doce e sonhador que já vi.

Você é um diamante,
Que ainda não conhece seu verdadeiro brilho e luz,
Mas, que sabe o valor que tem.

Você é um diamante,
Que sempre enxerguei, até quando disse que era zircônia,
Mas, mesmo duro e inquebrável, nem sempre podemos usar e carregar um lindo diamante.

Você é um diamante,
Que me chama, me tenta, me confude e seduz,
Mas, é com muita dor e pesar que te deixo agora nas lembras do cofre do meu coração para descobrir a minha verdadeira mina.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mudança para que te quero.


Mudar é bom.
Muda a roupa, de cabelo, de emprego, de homem, de rota, de humor.
Muda tudo!
Mexe, remexe, se liberta.
Muda os programas, o jeito de olhar, as coisas, de fazer as coisas.
Mudanças vem para o bem, para os bons. Para os que tem a capacidade de aceitar e se adaptar.
Muda tudo e se joga na vida, mesmo que igual, que nem criança numa piscina de bolas.

A Paz, invadiu o meu Coração.


Sol brilhante, água cristalina, areia branca, brisa batendo – a paz invade. O horizonte aqui é diferente. A pele queima, o corpo está leve, a mente fresca. Fecho os olhos e o bem estar delicioso toma conta de mim. Não sei se são as férias, o mar que energiza, a música que emana todo esse prazer, ou se é a combinação de tudo. Só sei que me sinto em paz e que não quero deixar essa sensação sair de mim nunca mais...........