sexta-feira, 11 de julho de 2008

Jogo ou Parceria?


Cada vez mais o modelo de crescimento das empresas tem se dado através de parcerias. Dizer que isso está ocorrendo por conta da globalização, novas tecnologias, competitividade, ou novas necessidades no mercado, é quase que “chover no molhado”. O crescimento das parcerias é decorrente de uma natural evolução que passamos e do novo modelo de gestão: a necessidade de alianças estratégicas para um crescimento que preserve o negócio central das empresas. Se podemos “aumentar o bolo” ao invés de cortá-lo em mais fatias, por que não?

A frase “ganha x ganha” define bem a proposta de uma parceria. Porém, nem sempre são esses os frutos colhidos e partilhados. O que faz uma parceria dar certo ou não, é a forma que as partes se relacionam e seus objetivos comuns. Numa organização ou na vida pessoal, o sucesso e a perenidade de uma relação dependem não só da forma que a levamos, mas principalmente da convergência dos interesses de ambos. Colocando de forma bem prática: eu tenho algo que você quer, você tem algo que eu quero e juntos podemos ser mais e melhores. Se isso se mantiver em sintonia, sinergia e crescimento – “bingo”, bons frutos são colhidos.

Mas, se a relação não for “ganha x ganha”, não é parceria é filantropia e se for “ganha x perde” também não é parceria é competição. Não sei se numa hora dessas colocar aqui estatísticas que apresentem a taxa de sucesso versus insucesso dessas relações ajudaria. Pois, estatísticas não mudam uma questão simples que é o “posicionamento” – seu ou da empresa. Uma vez que o seu posicionamento não é e não reflete em ações de interesse comum e colaborativo, a probabilidade da relação não dar certo é grande, ou no mínimo será cansativa e desgastante. Por isso, vale ter a humildade, vontade de investir e acreditar na parceria.

Li um texto muito interessante (sem autor), sobre relacionamentos: os do tipo “tênis” e os do tipo “frescobol”. Onde os do tipo “tênis” são uma fonte de raiva e ressentimentos que terminam mal, e os do tipo “frescobol” que são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Percebi, (não só porque sou gerente de parcerias de uma empresa), que esses tipos de relacionamentos se aplicam perfeitamente ao mundo corporativo. Pude até entender a razão pela qual, algumas de nossas parcerias não deram certo. E por quê?

“Tênis” é um jogo feroz, onde o objetivo é derrotar o adversário, fazer com que ele erre e seja incapaz de devolver a bola. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua cortada. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

“Frescobol” se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra. O erro de um, no “frescobol”, é um acidente lamentável que não deveria ter acontecido. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos, por que se soma, amplia.

Muitas pessoas e empresas se relacionam da forma “tênis” na ilusão e discurso de que estão se relacionando de forma “frescobol”, acreditando que diminuindo o outro e mostrando as falhas, o outro consegue crescer. E nessa busca pela razão e poder o que se ganha é distanciamento, deixando de transformar sonhos em conquistas.


domingo, 22 de junho de 2008

Não vim ao mundo a passeio, e você?

Quais os bônus e os ônus em ser o protagonista de nossa própria vida? Para uns deve ser estranho ler isso, cabendo até pensar: “Como assim? É lógico que sou protagonista de minha própria vida, quem mais seria?”.

O texto de hoje tem uma característica engraçada, pois comecei a escrevê-lo no avião voltando de São Paulo, depois de uma rotina pesada e proveitosa de trabalho mergulhada em diversos questionamentos de minha vida pessoal. Por ser uma pessoa na constante busca do famoso crescimento pessoal – exercício diário, edição 2008 - vira e mexe, encontro-me a pensar e a me questionar, se onde estou e para onde vou está bom e o que posso mudar para melhorar.

O texto estava pronto, politicamente envolvente, bonitinho até, porém superficial - talvez por estar momentaneamente na superficialidade de muitas coisas. Mas, não que isso seja ruim ou um problema, pois muitas vezes a superficialidade acomodada por um tempo, pode ser um excelente combustível motivacional. Procure ficar um mês sem ler e ver jornais. No mínimo a sua visão e sensação sobre segurança, crimes e etc... vai temporariamente mudar, trazendo uma falsa e confortável sensação de segurança, capaz até de motivá-lo a fazer coisas que antes você não se sentia seguro para. A alienação temporária também pode ser um ótimo combustível para a felicidade.

Coincidentemente ou não, nesse momento filosófico: se está “bom” o meu “de onde vim para onde vou?”, fui surpreendida com uma entrevista no Jô Soares, com o filósofo Mario Sergio Cortella, lançando seu livro: “Qual é a tua obra? – Inquietações propositivas sobre Gestão, Liderança e Ética”. Confesso que embasbacada Jô e eu ficamos com as colocações, inteligência, questionamentos e histórias apresentadas pelo filósofo. Inquietações que me fizeram pensar em qual seria a “minha obra” e legado que deixaria nesse mundo, caso amanhã não mais estivesse aqui: um blog cheio de textos politicamente incorretos? Somente saudades? Ou deixaria alguma “obra” com direito à vida e diferenças em vidas?

Acredito que o que me distancia de onde estou para onde quero chegar é tempo, e o que me difere de onde estou para onde gostaria de estar é ação. Hoje tenho claro que tudo que não realizei ou sou foi por falta de ações, pelos motivos não justificáveis XYZ dos 420 mil acontecimentos de uma vida que é só minha. Mas, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, como também a “merda” de não ser o que gostaria de ter sido. Porém, todos os dias temos a oportunidade de iniciar um ciclo e fazer tudo acontecer, inclusive o nada – como diz a minha mãe. Só que tomar ação e não viver na superficialidade, dá trabalho – e que trabalho!

Mas, não vir ao mundo a passeio é isso! Ninguém faz a diferença sem fazer diferente, pois o conhecido é conhecidamente indiferente. Já dizia Descartes: “Penso, logo existo”, disse Mário Cortella “Digo que penso, logo existo” – (o que achei arriscadamente interessante) Porém digo eu: “Penso, mas se penso demais não faço porra nenhuma”!

Olhando para a minha vida tenho a certeza que criei uma bela, belíssima obra até hoje, principalmente na vida de pessoas. Mas, sei também que posso muito mais, que posso encurtar esse tempo e deixar de ser muitas vezes coadjuvante de minha própria vida. Mas, por hoje e só por hoje, vou fazer como a engraçada personagem do Zorra Total - Lady Kate que: “Bõan, bõan, bõannnnnnnn, não tá! Mas, tá bõan!”, afinal ainda sou humana.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Commercial Love



Falar de amor sempre vale a pena e o dia dos namorados está aí. Terceira data mais importante para o comércio, só perde para o Natal e Dia das Mães. Coitadinhos de nossos Pais, que são “menos importantes” que nossos namorados. Ou será que eles não ligam tanto para presentes?

Fiquei pensando na importância não comercial desta data e percebi que ela basicamente serve para deixar os solteiros: “mal de cabeça”, por não terem quem esquentar seus pezinhos, nas noites nada frias de inverno. Afinal, quem namora já comemora aniversário de namoro de mês, ano, ou os dois, e quem é casado, também já comemora aniversário de casamento – datas marcantes da história do casal. Será que realmente é necessário comemorar o dia dos namorados de forma “grupal” em restaurantes, com presentes comprados basicamente por “obrigação”, terminando quem sabe numa patética fila no motel?

Vamos entender melhor...

Esta data, que comemora o amor e afeição, mas distorcida pelo comércio Brasileiro, foi firmada em 12 de Junho, por ser véspera de Dia de Santo Antônio. O Santo português casamenteiro ficou popular na época, por promover a união familiar, em queda já na Idade Média. A data foi escolhida pelo publicitário João Dória, para atender a encomenda de uma loja de presentes (Lojas Clipper), e não gerar problemas com a igreja católica, com uma campanha romântica para melhorar as vendas no mês de Junho, mês mais fraco do comércio - com o slogan "Não é só de beijos que se prova o amor". As vendas das lojas foram um sucesso, e em 1949 a Confederação do Comércio de São Paulo instituiu a data na cidade, que foi expandida para todo território nacional.

Publicidade é tudo, não é mesmo? Mal sabia Dória, que em menos de 60 anos iria fomentar tantos milhões no comércio brasileiro, e muito menos Santo Antonio que proporcionaria até hoje aos nossos milhões de amigos e amigas “mal de cabeça”, a esperança e a fé do “desencalhamento”, ops! Casamento.

Já a tradição nos países do Norte vem de longa data, desde o final da Idade Média, quando a noção de amor romântico passou a ser associada ao dia de "St. Valentine", em 14 de Fevereiro. Ao certo ninguém sabe qual "St. Valentine" é o homenageado, pois existiram dois, e ambos foram condenados à morte por celebrarem o amor. Mas, enfim... a data está aí há tantos anos e celebra o amor, não só entre os casais apaixonados, mas entre as pessoas que são importantes. Logo, os solteiros de lá não ficam “mal de cabeça” como os daqui.

Histórias, brincadeiras e consumismo selvagem a parte, o dia dos namorados é amanhã e como já disse, nunca é demais falar de amor e muito menos celebrar o amor! Por isso, pegue o seu amor, ame, reafirme, proclame, só não reclame e aproveite muito este dia não só amanhã, hoje e sempre, pois não existe nada melhor que amar e ser amado.

Para os sozinhos a dica número 1 é não ficar “mal de cabeça”, de nada isso vale, até porque acredito que hoje em dia a maioria está assim não por desencontro, mas sim por opção. Ligue para os seus amigos, descole uma festinha, afinal este ano cai numa quinta-feira e divirta-se bastante, ou fique se curtindo em casa mesmo. Mas, nesta sexta-feira 13, não deixe de fazer a sua fezinha, não na Mega Sena, mas lá com o “nosso” amigo Santo Antônio. A fila é grande, mas um pouco de água Benta e fé não faz mal a ninguém. A gente se vê lá! (ops!)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Momento de Reflexo – ão.


Toda vez que abrimos os jornais, ligamos a televisão, saímos às ruas ou conversamos com alguém; vimos, sabemos ou somos vítimas de algum tipo de violência. Formamos uma população, principalmente no Rio de Janeiro, que aprende a cada dia a conviver com o medo e a possibilidade de que a qualquer momento algo pode acontecer, pois hoje, basta simplesmente estar vivo para essa possibilidade existir.

A sensação de impotência e de abandono total me apavora e entristece. Fatos como balas perdidas, assaltos, seqüestros relâmpagos, roubos de celulares pelas ruas, e mortes como a do Presidente do Banco Cédula ao reagir a um assalto em pleno Centro da cidade do Rio de Janeiro, na hora do almoço, na porta de uma galeria; me faz pensar sobre a vida, a qualidade dela, no quão frágil somos e como estamos nos condicionando a viver e reagir.

Já acordamos, andamos pelas ruas, paramos para pegar um ônibus, metrô, ou estacionar um carro... “antenados” e tensos. Vivemos em constante “alerta” e este modo “alerta de ser” sem sentir vai se transferindo para nossos momentos de lazer, descanso - ou quase.

Outro dia escutei uma história verídica e ótima que me fez pensar sobre isso:

Duas vovozinhas viúvas e do glamour, foram passear em Nova Iorque, (entenderam por que o “do glamour”?) depois de muito resistirem - devido à semelhança da “big Apple” com a “Cidade Maravilhosa” no quesito – violência. Por conta desse medo, as vovozinhas resolveram não pecar ou economizar no quesito – segurança.

Após sobreviverem a um dia violento de compras, mas neste caso no cartão de crédito, as vovozinhas chegam ao hotel, nada mais nada menos que no Hilton, cansadas e loucas para descansarem em sua deliciosa suíte. Pegaram o elevador e quando a porta estava fechando, um “negão” (sem qualquer ofensa ou preconceito), mas um “negão” de uns 2 metros e 10 de altura, por 2 metros de largura adentrou acompanhado, nada mais nada menos com um Rottweiler tão preto e enorme como ele (sem qualquer ofensa ou preconceito).

Imaginem duas vovozinhas, num elevador, 2 por 2 m, com um “negão” de uns 2 metros e 10 por 2 metros com seu “pequeno” Rottweiller subindo para o 21º andar? Um minuto envolto de tamanha tensão passa a ser uma eternidade, não é mesmo? Quando as vovozinhas menos esperavam, aquele “negão” enorme grita: “Sit!!!!” e as vovozinhas “sitaram”, ou melhor se sentaram e lá permaneceram até o elevador chegar ao seu destino.

Loucas para saírem da “Big Crazy Apple” as vovozinhas ao fazerem o “checkout” do famoso Hilton, receberam a informação que a hospedagem estava paga e junto com ela um bilhete que dizia (em inglês é claro!): “Nunca ri tanto na vida! Obrigado, Michael Jordan”.

Como disse, essa história hilária me faz pensar em como estamos reagindo a fatos simples ou não da vida, onde seus desfechos podem ser extremos. Mas, uma coisa é certa: se um dia um “negão” ou “brancão” gritar, não reajam, obedeçam!

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Presente de Grego?


Um casal vai fazer aniversário de namoro e a namorada toda animada começa a procurar um presente que traduza o seu sentimento, uma “besteirinha”, um agrado para o seu namorado que o faça lembrar dela e dos doces momentos passados juntos.

- Posso ajudar?
- Boa tarde! Estou procurando uma lembrança para dar ao meu namorado...
- Veio ao lugar certo, temos vários presentes para você dar para o seu amor!
- Ah, ótimo! Qual o seu nome?
- Katilce.

E a namorada pensou: “Nossa que nome é esse da vendedora?”. Realmente, Katilce ninguém merece! E o pior sei de outras no mundo!

Mas, voltando...

Depois de alguns minutos na loja, algumas enquetes feitas por Katilce com outros fregueses, a namorada decidiu que levaria um boneco-travesseiro moderninho, com um coração amarrado pelos braços escrito: “Te dou o meu coração”; o presente certo que traduzia perfeitamente seus sentimentos.

Toda animada a namorada vai encontrar o seu amor com um embrulho enorme, cartão, fotos, enfim... um kit completo de “aniversário de namoro”, e o namorado aparece, com uma florzinha e diz:

- Parabéns meu amor! Pensei em te comprar rosas vermelhas, mas achei melhor essa florzinha mais diferente, pois se você cuidar direitinho vai durar mais!

E a namorada pensou: “Ãh??? Como assim??? Por que não comprou as rosas?? Toda mulher ama rosas! Que florzinha diferente é essa? Eu queria rosas, ou orquídeas, ou tulipas, ou flores do campo, ou um arranjo de 3kg de flores!! Que raio de florzinha é essa?”

- Nossa! Que linda... amarela.... minha cor predileta! Vou cuidar direitinho sim.... agora abre o meu!

E o namorado pensou: “Que cara foi essa? Será que ela não gostou? Quis ser original e será que errei? Pô e essa florzinha aí foi bem mais cara.... vai entender as mulheres....”.

E o namorado pega aquele embrulho enorme, com laço, papel, cartão e de forma sem graça e intimidado vai desembrulhando, desembrulhando e quando olha aquele boneco, naturalmente diz:

- O que eu faço com isso?

Depois de seu momento “florzinha” a namorada pensa: “enfia no...”, mas...

- Ai amor... é para você colocar na sua cama quando sentir saudades, lembrar de mim... ah! Tem uma utilidade também, abre esse fechecler... é um porta pijamas! Não é lindo?
- Porta pijamas?? Eu não uso pijamas! Essa coisa é meio... sei lá.... toda vermelha, roxa, amarela.... isso é presente de mulher! Eu é que devia ter dado isso para você e não você para mim, nada a ver!

E a namorada pensou: “Eu não escutei isso...”

E ele pensou: “Que raio de boneco boiola é esse? Essa loja tem várias coisas maneiras, não entendo por que mulher adora inventar!”.

Naquele momento a discórdia foi lançada! A noite de comemoração acabou e deu lugar há horas e horas de DR (Discussão de Relacionamento). A namorada ficou arrasada, achando o seu namorado o ser mais mal educado do mundo, por rejeitar seu presente e o drama foi estabelecido. Depois do balde de água fria e um longo “chororô” de ambos, o “boneco da discórdia” e a “florzinha quase rejeitada” ficaram lá “jogados” no quarto da namorada.

Mas, após uma noite de sono, ou quase, e de muito, muito pensar.... a namorada pegou a florzinha de sua cor predileta, colocou num lindo vaso e voltou a loja com o boneco...

- Katilce! Vim trocar o boneco...
- Como assim? Desistiu?
- Pois é... sei de um presente que define melhor o meu amor por ele...
- E vai trocar pelo o quê?
- Por aquele “kit jardinagem”.

A namorada percebeu que mais do que um namorado sincero, aquilo tudo não se passava de uma expectativa frustrada de ambos e uma grande besteira. E finalmente percebeu que para um relacionamento com amor sobreviver, é preciso cuidar e regar todos os dias como se fosse uma florzinha... com muita paciência, tolerância e jogo de cintura. Mas, a cima de tudo, que quando você não quer errar, não inventa!


domingo, 18 de maio de 2008

Mãe é Mãe!



Dia das Mães, data comemorada universalmente, comercial ou não, movimentação da economia ou não, não importa, pois proclamar o amor, principalmente materno não está nada fora de moda e sempre dará o maior ibope, afinal Mãe é mãe!

Mãe é mãe, igual a todas, diferente de todas e popularmente singular.
A que cuida, que chora, que se comporta como uma leoa quando mexem com sua prole.
A que queremos, pensamos e chamamos na hora do aperto, ou só por chamar.
A que incondicionalmente nos ama, façamos chuva ou façamos sol e a que só, a que só nos entende.
Antes de sermos pais, sempre fomos filhos e para nossas mães sempre seremos a eterna criança.
Não escolhemos nossa mãe, mas sábios os que aprendem que o amor, assim como mãe, é singular, particular e que sempre existe, mesmo parecendo não existir.
Mãe é mãe!

Deixo aqui a minha homenagem a todas as mães, pelo dia de ontem e por todos os dias.... mas, não poderia deixar de fazer uma singular homenagem a minha mãe, pois mãe é mãe e a minha se chama Sonia....

Mãe,
Obrigada por ser a minha melhor amiga, meu porto seguro, minha fonte de força, paz e luz.
Obrigada por me ensinar, me ajudar a construir, desconstruir, reconstruir e reinventar.
Obrigada por ser esse exemplo de mulher, de otimismo e esperança.
Obrigada por despejar, compartilhar e distribuir essa alegria, luz, musicalidade e paixão por onde passa.
Obrigada por me entender mais do que eu mesma e não deixar a gente se desentender.
Obrigada por me deixar ter ciúmes, pois só sente ciúmes quem ama incondicionalmente.
Obrigada por ser jovem e ser mãe, e não me deixar ficar velha.
Obrigada por andar comigo, lutar comigo, rir comigo, chorar comigo e viver comigo.
Obrigada por todas as brigas, pois sem elas não seríamos maduramente o que somos.
Obrigada pelo seu e meu espaço que é só nosso.
Obrigada por existir, me fazendo existir, que nos faz perfeitamente imperfeitas, mãe e filha.
Te amo!

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Invisibilidade Visível e Incômoda!


Existe uma camada em nossa sociedade que muitas vezes consideramos invisível, que passamos reto, evitamos olhar ou ver. Alienação ou não, desconsideração ou não, peso na consciência ou não, essa visibilidade e atendimento é de cada um, de cada consciência pesada ou não. Porém, de umas semanas para cá, me tornei pára-raios de pedintes e confesso que essa pseudo invisibilidade tornou-se não só visível, mas como muito, muito incômoda, principalmente por ser uma invasão do meu espaço. Era só pisar na rua, ir à praia, ficar numa fila de restaurante, sentada num bar, que a “pedintarada” de todos os tipos aparecia, ou melhor, aparece com as melhores histórias trágicas possíveis, para perturbar a sua paz e te deixar com dor na consciência em não dar aquele trocado, ou atenção. Confesso que esses pedintes me deixaram irritada e incomodada com essa patética situação do país de desemprego e dificuldade de sobrevivência nessa quase “terra de Marlboro” sem lei e valores, mas de uma beleza e paixão absurda! Fazer o quê? Alguém pode me dizer?

Outro dia estava na praia com uns amigos, no maior clima e papo, mas de 5 em 5 segundos vinha um “pedinte de latinhas” - era só abrir um refrigerante ou uma cerveja que os “pedintes de latinhas” brotavam que nem pombos por todos os lados, entre um gole e outro gritando: “Tá vazia, Tia?”, (ai ai, como eu detesto esse “tia!”), para cortar qualquer clima de diversão! Aí à noite lá vou eu para um barzinho, tomar um choppinho gelado, namorar, ficar de papo e dar boas risadas, mas os “pedintes de compra um chicletinho, bala, caneta, chaveirinho... para ajudar a comprar o remédio do filho” invadem a sua mesa e lá permanecem até você dizer pela vigésima vez que “Não obrigado!”. No dia seguinte, você está lá no metrô indo para o trabalho com aquela ressaca, e ao seu lado aparece uma “pedinte, tive um derrame” sentada e ainda com um bafo de cana te pedindo uma ajuda. Alguém merece? Em “Caospacabana”, não consigo andar nem um quarteirão, sem que qualquer pedinte apareça, fora os esparramados pelo chão! Tudo bem que Copacabana é a maior “Lândia” de todas as Áfricas e parques, praticamente uma aventura urbana...Mas, outro dia foi demasiadamente demais: estava lá eu andando com meu namorado, tentando dar um ar de romantismo na rua Nossa Senhora de Copacabana à procura de um pão de queijo quentinho, antes de ir para um compromisso, eis que surge uma criança “pedinte de me compra um prato de comida e em troca te dou um doce de leite”, que grudou em nós e desandou a tagarelar com uma desenvoltura de gente grande e inteligência surpreendente, praticamente um político, que me deixou ao final de seu discurso com dois doces de leite nas mãos. Fazer o quê? Às vezes não basta ser cidadã, tem que participar! Na seqüência da caminhada rumo ao pão de queijo me deparo com um deficiente físico fanho, que sai pulando em nossa direção quando íamos atravessar o sinal, e malandramente, viro e falo: “Não tenho dinheiro, mas tenho doce de leite, toma!”, só que escuto fanhamente: “Eu só queria uma ajuda para atravessar a rua!”. Ops! Não era dinheiro, mas era um “pedinte de atravessar ruas” Tenho certeza que se atravessássemos, ele pediria um dinheiro do outro lado! Não satisfeitos, os pedintes do meu Brasil... ao virar a esquina, uma senhora que falava no orelhão, interrompe a sua conversa e nos aborda; pensei que seria uma “pedinte de informação”, mas não, era uma pseudo enfermeira, pseudo falando com a mãe, que ficou pseudo falando sozinha, pois minha paciência esgotou e segui andando, até porque, depois de quase um curso PHD de pedintes, percebi que eles precisam de treinamento urgente para serem mais objetivos, diretos e se comunicarem mais claramente. Nunca vi tanta prolixidade para contar uma história!! Socorro!!

Enfim... nessas semanas fui pára-raios de pedintes, não sei se isso tem acontecido com vocês e não sei como melhorar essa visibilidade, ou se devo apenas torná-los invisíveis mesmo. Mas, já que a onda é pedir... aproveito este texto para pedir que vocês divulguem a pobre escritora aqui, meu blog, meus textos, me indiquem para colunas de amigos, corrijam meus erros de português e concordância, e me ajudem a ganhar dinheiro com a escrita, afinal para ajudar tantos “pendintes” só entrando mesmo para a classe!